segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CULTURA E APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL: CONSOLIDAÇÃO DO AMBIENTE INTERNO E EXTERNO COMO FATOR DE COMPETITIVIDADE

Este texto procura abordar a importância da cultura e a aprendizagem no ambiente organizacional. Trata-se de temas que envolvem transformações e adaptações no ambiente interno empresarial. São pilares de sustentação fundamental para as empresas que desejam figurar em um ambiente competitivo. Assim, cultura e aprendizagem organizacional são abordagens recorrentes dos departamentos de recursos humanos e não são mais elementos periféricos na organização, convertendo-se em elementos de relevada importância estratégica dentro da organização. O interesse pela cultura organizacional aumentou consideravelmente a partir da década de 80, demonstrando que cultura organizacional aparece como a forma de atuar de maneira estratégica e eficiente dentro de uma organização. São os elementos que identificam a organização frente a seus clientes externos e que se formam a partir de seus clientes internos, gestores e comunidade na qual a organização pertence ou tem como base. Algumas premissas relacionadas à cultura devem ser observadas e seguidas, tais como valores, comportamentos, soluções corretas e princípios e devem ser ensinadas e transmitidas em ações que identificam as empresas e as diferenciam das outras. Neste processo figura a mudança cultural na organização que implica em ruptura com o velho e com valores que não servem mais para a mesma. Com isso a organização adere ao novo que propicia uma nova linguagem, histórias, hábitos e valores de mundo de cada sujeito partícipe da organização, que mostram como a organização é e como pretende ser identificada pelo mercado, por clientes internos e externos, desenvolvendo assim uma identidade própria. Neste processo de identificação da cultura de uma organização os lideres têm papel relevante no processo de construção e mudança organizacional. Torna-se fundamental o desenvolvimento de competências e atitudes positivas individuais, profissionais e coletivas de liderança, através da efetiva aplicação de conhecimentos sobre relacionamentos interpessoais, marketing de relacionamento, administração de conflitos, treinamento e desenvolvimento de gestores e clientes internos. Aliado à cultura o processo de aprendizagem dentro da organização precisa ser dinâmico, temporal e que passou por transformações com as evoluções sócio-históricas da administração. A importância da aprendizagem nem sempre teve a devida relevância. Não havia necessidade de aprender além das tarefas rotineiras e mecânicas. Em algumas situações aprender não era algo bem visto no ambiente organizacional. Habilidades e competências não eram desenvolvidas adequadas e sistematicamente. As organizações adotavam a organização taylorista do trabalho, considerada a mais eficiente na época. No decorrer do tempo foi possível verificar que este modelo apresentava problemas. Havia que quebrar este paradigma de regras não seguidas exatamente como foram elaboradas. Prova disso, em decorrência das mudanças do período pós-industrial, surgiram novos modelos com base na valorização da aprendizagem, valores de autonomia, flexibilidade e mudança. Aprender tornou o colaborador autônomo, integrante do processo de crescimento da organização. Quem aprende responsabiliza-se aprendendo pelas próprias descobertas. Aprender significa mudar. Nas organizações quando se aprende há uma transformação, resultando em uma rede de conhecimentos que podem ser partilhados e aprimorados com a troca de conhecimento. O homem que aprende no ambiente organizacional analisa, dá sentido e encontra soluções para as informações, assim como, aprende com as experiências e formula um pensamento próprio. Por tanto, cultura e aprendizagem organizacional estão relacionadas entre si. As organizações que desejam tornar-se bem sucedidas necessitam desenvolver competências básicas, que vão desde o ambiente harmonioso, perpassando pelos serviços e bens que oferecerem até sua imagem fora da empresa, agregando valor à organização e estabelecendo vantagem competitiva, através de novas aprendizagens e mudança cultural construindo suas identidades e locais onde vivem. Assim deste modo, quem aprende cria novos valores e estes não deve ser somente uma coleção de receitas prontas, mas sim precisam servir para a construção e transformação de uma organização mais humana e democrática, que atinja seus objetivos e metas propostos, nunca se esquecendo do ser humano e o ambiente que os circunda. Referência bibliográfica Marise Schadeck MOTTA, F.C.P., VASCONCELOS, I. F. G. Teoria geral da administração. São Paulo: Pioneira Thompson Learning. 2002.

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